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(In)visibilidade dos corpos: racismo, branquitude e relações interétnicas nas comunidades da Igreja Evangélica de Confissão Luterana No Brasil (IECLB)

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dc.creator Padilha, Günter Bayerl
dc.date.accessioned 2026-03-15T01:03:33Z
dc.date.available 2026-03-15T01:03:33Z
dc.date.issued 2025-02-26
dc.identifier.citation PADILHA, Günter Bayerl. (In)visibilidade dos corpos : racismo, branquitude e relações interétnicas nas comunidades da Igreja Evangélica de Confissão Luterana No Brasil (IECLB). 2025.196p. Tese (Doutorado) - Programa de Pós-Graduação, Faculdades EST, São Leopoldo, 2025. pt_BR
dc.identifier.uri http://dspace.est.edu.br:8080/jspui/handle/BR-SlFE/1244
dc.description 196 p. pt_BR
dc.description.abstract This thesis addresses the (in)visibility of black people within the communities of the Evangelical Church of Lutheran Confession in Brazil (IECLB). To this end, racism associated with whiteness will be presented as determining factors for the invisibility of black people. In this sense, racism and whiteness are intertwined in the colonizing process that invaded territories located in Africa and America and promoted the enslavement of their peoples. During the colonization process, white people took upon themselves the mission of civilizing other peoples because white people believed that they were the representatives of progress and black people everything that was considered backward, imperfect and demonic. Thus, when the Brazilian government was forced by England to put an end to the enslavement of black people, it recruited white people from Europe to colonize areas considered empty and replace the labor of enslaved black people. Among these immigrants were people of Lutheran faith who were settled in colonies in the South and Southeast of the country. Thus, the first Lutheran communities in Brazil enjoyed the benefits of whiteness, such as receiving assistance to build churches and hire pastors. The first Lutheran communities were veritable ghettos, and it was only in the 1970s that thecommunities began to open up to the Brazilian reality. To prepare this thesis, ten black people were interviewed who reported their experiences of being black and Lutheran. They claim to notice the looks that indicate that they do not belong in that space. Therefore, they perceive covert racism and believe that the absence of the topic of racism in sermons and training, associated with the absence of black people in the higher echelons of the IECLB, generates their invisibility. In view of this reality, some assumptions of Black Theology will be presented as possible ways for the Church to decolonize its theological work and provide communities with resources to carry out the anti-racist struggle through biblical studies, lectures, and training, and to denounce racism as a sin and a crime. Ultimately, being a church in a multiethnic country requires a strong denunciation of racism, detachment from white privilege, and making visible black people who have been invisible for centuries. en
dc.description.sponsorship Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nivel Superior (CAPES) pt_BR
dc.language.iso pt_BR pt_BR
dc.publisher Faculdades EST pt_BR
dc.rights Acesso Aberto pt_BR
dc.subject Invisibilidade pt_BR
dc.subject Racismo pt_BR
dc.subject Relações interétnicas pt_BR
dc.subject Conscientização racial pt_BR
dc.subject Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil pt_BR
dc.subject Invisibility en
dc.subject Racism en
dc.subject Interethnic Relations en
dc.title (In)visibilidade dos corpos: racismo, branquitude e relações interétnicas nas comunidades da Igreja Evangélica de Confissão Luterana No Brasil (IECLB) pt_BR
dc.type Tese pt_BR
dc.rights.license Licença Creative Commons: Este trabalho está licenciado sob CC BY-NC-ND 4.0. Para visualizar uma cópia desta licença, visite http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/ pt_BR
dc.contributor.referee1 Bobsin, Oneide
dc.contributor.referee1Lattes http://lattes.cnpq.br/9895594646147746 pt_BR
dc.contributor.referee2 Schmitt, Flávio
dc.contributor.referee2Lattes http://lattes.cnpq.br/4051638587142121 pt_BR
dc.contributor.referee3 Schaper, Valério Guilherme
dc.contributor.referee3Lattes http://lattes.cnpq.br/3516948733028434 pt_BR
dc.contributor.referee4 Daibert Júnior, Robert
dc.contributor.referee4Lattes https://lattes.cnpq.br/0616922572365002 pt_BR
dc.contributor.referee5 Custódio, Elivaldo Serrão
dc.contributor.referee5Lattes https://lattes.cnpq.br/8819683729192070 pt_BR
dc.description.resumo Esta tese aborda a (in)visibilidade das pessoas negras no âmbito das comunidades da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB). Para tanto, será apresentado o racismo associado à branquitude como fator determinante para a invibilização das pessoas negras. Neste sentido, o racismo e a branquitude estão imbricados no processo colonizador que invadiu os territórios localizados na África e na América e promoveu a escravização de seus povos. Durante o processo de colonização as pessoas brancas se arrogaram a missão de civilizar os outros povos porque as pessoas brancas acreditavam ser elas as representantes do progresso e as pessoas negras tudo aquilo que era considerado atrasado, imperfeito e demoníaco. Deste modo, quando o governo brasileiro se viu obrigado pela Inglaterra a pôr fim escravização de pessoas negras aliciou pessoas brancas na Europa para colonizar áreas consideradas vazias e substituir a mão de obra das pessoas negras escravizadas. Dentre estes imigrantes, estavam pessoas de confessionalidade luterana, que foram assentadas em colônias do Sul e Sudeste do país. Assim sendo, as primeiras comunidades luteranas em terras brasileiras usufruíram dos benefícios da branquitude como, por exemplo, recebendo auxílio para edificarem templos e contratarem pastores. As primeiras comunidades luteranas eram verdadeiros guetos e somente na década de 1970 é que se dá início a abertura das comunidades para a realidade brasileira. Para a elaboração desta tese foram entrevistadas dez pessoas negras que relataram suas experiências de serem negras e luteranas. Elas afirmam perceber os olhares que denunciam que elas não pertencem àquele espaço. Portanto, percebem o racismo dissimulado e consideram que a ausência do tema racismo nas pregações e formações associado à ausência de pessoas negras nas instâncias superiores da IECLB gera a invisibilidade delas. Diante desta realidade, se apresentará alguns pressupostos da Teologia Negra, como caminhos possíveis para que a Igreja decolonize seu fazer teológico e proporcione para as comunidades subsídios para que realizem a luta antirracista por meio de estudos bíblicos, palestras, e capacitações e denuncie o racismo como pecado e crime. Enfim, ser igreja num país multiétnico exige uma denúncia contundente contra o racismo, desapego ao privilégio branco e visibilizar as pessoas negras que por séculos foram invisibilizadas. pt_BR
dc.publisher.country BR pt_BR
dc.publisher.department Teologia pt_BR
dc.publisher.program Programa de Teologia pt_BR
dc.publisher.initials EST pt_BR
dc.subject.cnpq CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::TEOLOGIA pt_BR
dc.creator.Lattes https://lattes.cnpq.br/0076970345492545 pt_BR
dc.contributor.advisor1 Bobsin, Oneide
dc.contributor.advisor1Lattes http://lattes.cnpq.br/9895594646147746 pt_BR


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