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Title: A doutrina do milênio conforme os pais da igreja dos séculos I e II
metadata.dc.creator: Tavares, Samuel Pinheiro
metadata.dc.contributor.advisor1: Schmitt, Flávio
Keywords: Apocalipse;Milênio;Pais da Igreja;Revelation;Millennium;Church Fathers
Issue Date: 30-Mar-2026
Publisher: Faculdades EST
Citation: TAVARES, Samuel Pinheiro. A doutrina do milênio conforme os pais da igreja dos séculos I e II. 2026. 140 p. Dissertação (Mestrado) Programa de Pos-Graduação, Faculdades EST, São Leopoldo, 2026.
Series/Report no.: TM;
metadata.dc.description.resumo: Esta pesquisa, de caráter documental e bibliográfico, tem como objetivo analisar a perspectiva dos Pais da Igreja dos primeiros séculos acerca do milênio, descrito no capítulo 20 do Apocalipse. João descreveu um período de mil anos no qual Satanás é preso e apenas os salvos ressuscitam para reinar juntamente com Cristo. O problema gira em torno da afirmação, amplamente difundida na internet e nos livros em português, de que a esperança cristã primitiva era que esse reino seria instituído após a segunda vinda de Cristo. A partir dessa premissa, dizem que a visão pré-milenista é a correta, pois essa foi a única doutrina transmitida pela tradição apostólica aos Pais da Igreja. Assim, qualquer outra perspectiva não encontra respaldo no cristianismo incipiente, devendo, portanto, ser rejeitada. Por outro lado, algumas obras contestam essa suposição. Elas destacam a coexistência de opiniões divergentes. Porém, tanto os que defendem uma unanimidade quanto os que a questionam não apresentam detalhadamente os registros patrísticos que fundamentam suas declarações. Diante desse cenário, faz-se necessária uma busca por textos que possam trazer luz à esperança escatológica cristã primitiva. Os resultados mostram que não houve uniformidade entre os cristãos dos primeiros séculos e que a igreja primitiva abrigava múltiplas interpretações sobre o fim dos tempos. Autores como Justino e Irineu demonstraram clara adesão ao milenarismo. Por outro lado, Clemente de Roma, Inácio, Policarpo e a Carta de Barnabé não fornecem sustentação ao quiliasmo. Conclui-se que a escatologia cristã dos séculos I e II era marcada pela pluralidade, tornando insustentável a tese de unanimidade milenarista.
Description: 140 p.
URI: http://dspace.est.edu.br:8080/jspui/handle/BR-SlFE/1269
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