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Title: (In)visibilidade dos corpos: racismo, branquitude e relações interétnicas nas comunidades da Igreja Evangélica de Confissão Luterana No Brasil (IECLB)
metadata.dc.creator: Padilha, Günter Bayerl
metadata.dc.contributor.advisor1: Bobsin, Oneide
Keywords: Invisibilidade;Racismo;Relações interétnicas;Conscientização racial;Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil;Invisibility;Racism;Interethnic Relations
Issue Date: 26-Feb-2025
Publisher: Faculdades EST
Citation: PADILHA, Günter Bayerl. (In)visibilidade dos corpos : racismo, branquitude e relações interétnicas nas comunidades da Igreja Evangélica de Confissão Luterana No Brasil (IECLB). 2025.196p. Tese (Doutorado) - Programa de Pós-Graduação, Faculdades EST, São Leopoldo, 2025.
metadata.dc.description.resumo: Esta tese aborda a (in)visibilidade das pessoas negras no âmbito das comunidades da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB). Para tanto, será apresentado o racismo associado à branquitude como fator determinante para a invibilização das pessoas negras. Neste sentido, o racismo e a branquitude estão imbricados no processo colonizador que invadiu os territórios localizados na África e na América e promoveu a escravização de seus povos. Durante o processo de colonização as pessoas brancas se arrogaram a missão de civilizar os outros povos porque as pessoas brancas acreditavam ser elas as representantes do progresso e as pessoas negras tudo aquilo que era considerado atrasado, imperfeito e demoníaco. Deste modo, quando o governo brasileiro se viu obrigado pela Inglaterra a pôr fim escravização de pessoas negras aliciou pessoas brancas na Europa para colonizar áreas consideradas vazias e substituir a mão de obra das pessoas negras escravizadas. Dentre estes imigrantes, estavam pessoas de confessionalidade luterana, que foram assentadas em colônias do Sul e Sudeste do país. Assim sendo, as primeiras comunidades luteranas em terras brasileiras usufruíram dos benefícios da branquitude como, por exemplo, recebendo auxílio para edificarem templos e contratarem pastores. As primeiras comunidades luteranas eram verdadeiros guetos e somente na década de 1970 é que se dá início a abertura das comunidades para a realidade brasileira. Para a elaboração desta tese foram entrevistadas dez pessoas negras que relataram suas experiências de serem negras e luteranas. Elas afirmam perceber os olhares que denunciam que elas não pertencem àquele espaço. Portanto, percebem o racismo dissimulado e consideram que a ausência do tema racismo nas pregações e formações associado à ausência de pessoas negras nas instâncias superiores da IECLB gera a invisibilidade delas. Diante desta realidade, se apresentará alguns pressupostos da Teologia Negra, como caminhos possíveis para que a Igreja decolonize seu fazer teológico e proporcione para as comunidades subsídios para que realizem a luta antirracista por meio de estudos bíblicos, palestras, e capacitações e denuncie o racismo como pecado e crime. Enfim, ser igreja num país multiétnico exige uma denúncia contundente contra o racismo, desapego ao privilégio branco e visibilizar as pessoas negras que por séculos foram invisibilizadas.
Description: 196 p.
URI: http://dspace.est.edu.br:8080/jspui/handle/BR-SlFE/1244
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